Mensalém 4
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
terça-feira, 7 de abril de 2015
São Paulo dos antigos
poetas
Nas névoas
obnubiladas onde dormisse o passaredo inebriado pela leve neblina e, a quem
acordasse mais cedo, posto que não houvesse nenhum segredo, e já fosse à
agitada cidade tão rápida como torpedo. E por lá Já existissem os “ramos” de
Azevedo nas mais plenas mocidades. Antigo cerne a discernir seus impregnados
segredos. Lá sobejavam frondosos arvoredos. A lua derramava o seu pranto de luz
do Largo da Luz passando pelo São Bento da Cruz ao sapientíssimo São Francisco
de Jesus. Não meteremos aqui a religião. Embora, se atocovelasse empolada
multidão. Castro e Barbosa com seus pergaminhos nas mãos e muita prosa se
faziam da vertiginosa poesia de antanhos dias transformarem-se em belíssimas
canções. São Paulo da Garoa, nave de boa proa. Nela continuava seus capitães a
soletrarem seus versos e o de Camões. Abolicionismo de Nabuco a rezar o seu
terço. Século dezenove, onde descartava grande nome: Fagundes, para não
misturar o Azevedo, que aqui se confunde, qual Varela respeitava sem medo. Logo
seguiria do: Bexiga, Rubinato e seus Demônios natos da garoa. Fato que faria
alusão à paixão da miscigenação do ítalo-lusófono-alemão... E de tantos outros
irmãos de gente boa.
Quem diria que, tal
megalópole pudesse à galope produzir tamanha poesia...
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