terça-feira, 7 de abril de 2015

São Paulo dos antigos poetas

Nas névoas obnubiladas onde dormisse o passaredo inebriado pela leve neblina e, a quem acordasse mais cedo, posto que não houvesse nenhum segredo, e já fosse à agitada cidade tão rápida como torpedo. E por lá Já existissem os “ramos” de Azevedo nas mais plenas mocidades. Antigo cerne a discernir seus impregnados segredos. Lá sobejavam frondosos arvoredos. A lua derramava o seu pranto de luz do Largo da Luz passando pelo São Bento da Cruz ao sapientíssimo São Francisco de Jesus. Não meteremos aqui a religião. Embora, se atocovelasse empolada multidão. Castro e Barbosa com seus pergaminhos nas mãos e muita prosa se faziam da vertiginosa poesia de antanhos dias transformarem-se em belíssimas canções. São Paulo da Garoa, nave de boa proa. Nela continuava seus capitães a soletrarem seus versos e o de Camões. Abolicionismo de Nabuco a rezar o seu terço. Século dezenove, onde descartava grande nome: Fagundes, para não misturar o Azevedo, que aqui se confunde, qual Varela respeitava sem medo. Logo seguiria do: Bexiga, Rubinato e seus Demônios natos da garoa. Fato que faria alusão à paixão da miscigenação do ítalo-lusófono-alemão... E de tantos outros irmãos de gente boa.

Quem diria que, tal megalópole pudesse à galope produzir tamanha poesia...

Nenhum comentário:

Postar um comentário